13/08/2026

Tecnoagro participa de assinatura de contrato para implantação da Usina-Escola de Amônia Verde em Passo Fundo

Passo Fundo deu mais um passo para a implantação de uma Usina-Escola de Amônia Verde. Na quarta-feira (12), foi assinado o contrato entre a Prefeitura de Passo Fundo, a Begreen Bioenergia e Fertilizantes Sustentáveis e a Fundação Universidade de Passo Fundo para a instalação do empreendimento no Campus I da UPF, junto ao Cepagro.

A Associação Parque Tecnológico do Agronegócio e Agroenergia (Tecnoagro) contribuiu para a articulação do projeto, que será desenvolvido pela Begreen, uma de suas empresas associadas. A unidade prevê a produção de amônia a partir de hidrogênio de baixo carbono e energia renovável.

Com investimento estimado em R$ 45,63 milhões, a iniciativa representa mais um avanço para a implantação de um hub de produção de amônia verde no município. O insumo é estratégico para a produção de fertilizantes e também vem ganhando espaço como alternativa para o armazenamento e o transporte de energia limpa.

O diretor-presidente do Tecnoagro e gestor do UPF Parque, Ricardo Fantinelli, participou do ato de assinatura do contrato. Para ele, a iniciativa também representa uma oportunidade de ampliar a conexão entre o agronegócio e novas tecnologias, criando condições para o desenvolvimento de soluções ligadas à transição energética.

“É um projeto que demonstra a força da articulação entre diferentes instituições e mostra como a união entre empresas, universidade e poder público pode gerar novas perspectivas para a região. Estamos contribuindo para que esse projeto avance e possa trazer impactos positivos para Passo Fundo”, destaca Ricardo Fantinelli.

A assinatura do contrato é resultado de um processo que envolveu diferentes etapas de estruturação do empreendimento, entre elas a elaboração de estudos, a assinatura do Protocolo de Intenções, a análise técnica do projeto e a aprovação dos incentivos pela Câmara Municipal.

Para o prefeito Pedro Almeida, a assinatura simboliza o resultado de um processo construído entre diferentes instituições e reforça a capacidade de Passo Fundo de atrair investimentos ligados à inovação, à sustentabilidade e à energia limpa.

“É um empreendimento que gera empregos, movimenta nossa economia e, principalmente, coloca Passo Fundo dentro de uma agenda de futuro ligada à energia limpa, à inovação e à sustentabilidade”, destaca o prefeito.

Parceria com a Universidade

A Universidade de Passo Fundo participa do projeto como proprietária da área onde será instalado o empreendimento e anuente do contrato. A utilização do imóvel ocorre por meio de instrumento de arrendamento celebrado diretamente entre a Fundação Universidade de Passo Fundo e a empresa.

Além de sediar a futura unidade, a UPF também participa da construção de uma parceria voltada à pesquisa, à inovação e à formação de profissionais para a nova cadeia produtiva.

De acordo com o pró-reitor de Planejamento da UPF, professor Rafael Pavan, a instituição já desenvolve projetos em conjunto com a Begreen e atua na articulação com estruturas de inovação e pesquisa da Universidade.

“A Begreen tem uma parceria com a UPF em projetos de pesquisa e também para desenvolver talentos na área em que a usina vai atuar. O UPF Parque ajuda a empresa, junto com o TecnoAgro, a articular esses movimentos. Existem projetos desde que a Begreen e a UPF estabeleceram essa parceria para desenvolver talentos. O papel da UPF, por ser uma universidade, é ajudar a qualificar profissionais para atuar nos cargos que serão necessários”, explica.

A localização da fábrica dentro da Universidade também amplia as possibilidades de integração entre o empreendimento, a pesquisa e a formação profissional.

Empregos e participação de empresas locais

Durante a fase de implantação, a expectativa é de geração de aproximadamente 40 empregos diretos e indiretos, com previsão de outros 13 postos de trabalho durante a operação da fábrica.

Para o diretor financeiro e CEO da OCG Brasil, sócio da Begreen, Augusto Suzuki, a implantação do empreendimento é resultado de um processo que envolveu estudos, articulação institucional e avanços nas etapas de licenciamento. Segundo ele, o trabalho começou há pelo menos três anos, com a estruturação do projeto e a realização de estudos ambientais e biológicos.

“É importante citar que o Luiz Paulo Haut é o nosso idealizador do negócio. Ele conseguiu apoio tanto do Município quanto do Estado para poder avançar no licenciamento ambiental, e o Município foi muito solícito quanto à ajuda que ele precisava”, afirma.

A previsão é de que as obras tenham início em fevereiro de 2027, com prazo estimado de 15 meses para execução.

*Release elaborado com base em informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Passo Fundo.